O GIGANTE DO TRANSPORTE COMEÇA A BORDO DE UMA CARROÇA

 

Uma história contada pelo pai, Eugênio Bertolini, um dos pioneiros do transporte na serra gaúcha, encantou seu filho Irani. O fascínio pelas pequenas viagens do pai, transportando vinho de Santo Alexandre até Garibaldi, fez o menino crescer pensando em buscar o desconhecido, pensando em mais, e mais longe.

O texto de Luis H. Rocha conta a história da família Bertolini, que começou com o transporte de vinho a bordo de carroças puxadas por parelhas de burro e hoje é um dos maiores grupos empresariais do País na área do transporte.

“Foi uma época de muito trabalho, com poucas horas de sono, a maioria delas no pátio de um posto qualquer à beira da estrada, debruçado em cima do volante do caminhão”, conta Irani sobre as jornadas de trabalho para pagar seu primeiro caminhão.

O MESTRE EM ENCANTAR CLIENTES

Adelino Colombo sabe, como ninguém, cativar um cliente. Comanda uma rede com 250 lojas e ensina que “não há outro jeito de crescer a não ser pelo conhecimento, trabalho e muita economia”. Ele escreve na história dos negócios brasileiros o sobrenome italiano que carrega consigo

Claudia Iembo narra no Volume 2 a trajetória de um dos mais bem-sucedidos empresários brasileiros. Começa como a de todo descendente de imigrantes italianos, nas águas salgadas do oceano que separa um país do outro. Tomado de coragem para iniciar uma vida nova, Ambroggio Colombo, filho de Francesco e Anunciatta, foi o primeiro filho do casal a pegar o navio rumo ao Brasil, um destino desconhecido e repleto de incertezas, em 1875. Anos depois, mais integrantes da família vieram, trazendo na bagagem, além da esperança, muita disposição ao trabalho, sem imaginarem que fariam história, pelas ações e pelos descendentes que teriam.

 

DO MODESTO ARMAZÉM AO GRUPO EMPRESARIAL

 

Corria o século XIX e o desgastante processo que culminou com a Unificação da Itália deixou parte da população emcondições de extrema miséria. Foi a possibilidade de emigrar com a família para um lugar onde havia a promessa de terra e trabalho que levou esperança a Pietro Zaffari, bisavô de Francisco José Zaffari.

Começava assim a trajetória da família no Brasil. Uma história construída com muito trabalho e que originou uma das maiores redes de supermercados e shoppings centers do país.

A família Zaffari veio da cidade italiana de Montecchio Maggiore, província de Vicenza, onde os seus antepassados trabalhavam como contadini (camponeses).

A SAGA NO BRASIL DO ACORDEÃO

O acordeão é o instrumento musical símbolo do Rio Grande do Sul. Lugar de nascimento de Luiz Matheus Todeschini, nome de destaque na história do acordeão no Brasil. Conhecido também como gaita ou sanfona, algumas famílias chegavam a ter até dois desses instrumentos em casa nos anos 1950.

A saga do fundador da fábrica de acordeões Todeschini, Luiz Matheus Todeschini, se inicia no dia 15 de Setembro de 1906, na localidade de Alfredo Chaves, atual Veranópolis. Todeschini, ainda criança, costumava visitar a casa da família de Túlio Veronese, profissional que consertava acordeões. Conta-se que o menino ficou muito curioso ao ver uma máquina rudimentar que fazia botões de ossos de canela de bois para os instrumentos. Vem dessa curiosidade, e das oportunidades de mudanças, sua história de crescimento empresarial, o que lhe conferiu, alguns anos mais tarde, Medalha de Ouro pela criação da primeira gaita apianada com teclas de madrepérolas, com 37 teclas e 80 baixos, na exposição do Cinquentenário da Imigração Italiana no Rio Grande do Sul, realizada em Porto Alegre, em 1925. Até então, as gaitas tinham botões de louça ou de osso.